O ciume
O lugar loco!!! O nós lá…..lá oh!!!
E o ciume cortante
O ciume é um monstro de olhos verdes.
Curioso como nunca usei a palavra ciúme no singular. Pra mim, sempre foram ciúmes. Mais de um. Múltiplos. Palavra pra um sentimento que nunca vem sozinho, que nunca é um só.
Procurei agora no dicionário: ciúme, segundo o Houaiss, é “um substantivo masculino, que experime estado emocional complexo que envolve um sentimento penoso provocado em relação a uma pessoa de que se pretende o amor exclusivo; receio de que o ente amado dedique seu afeto a outrem”
Ciúme me lembra a história do Antonio Maria, contada pela Danuza Leão, sua ex-mulher nas décadas cariocas passadas. Apaixonado e passional, tinha ciúmes até dele mesmo. Diz ela que um dia, deitados na cama, ele sobre ela, ele viu na televisão o reflexo de um homem sobre sua mulher. Surtou.
Acho que escritores em geral adoram o ciúme. Machado de Assis se valeu dele, em grande quantidade, pra criar o Dom Casmurro – uma vítima de ciúmes gerada pela culpa. Shakespeare criou Otelo, o mouro inseguro que deixa o ciúme destruir seu amor, e sua vida. Deve ter outros, São Bernardo, Graciliano Ramos, ciúmes de um coronel do nordeste de sua mulher cheia de opiniões.
Robertão também cantou o ciúme. Quem se lembra…”Entenda que o meu coração/ Tem amor demais meu bem e essa é a razão/ Do meu ciúme, ciúme de você/ Ciúme de você, ciúme de você…”
O ciúme pra mim é mais ainda, é mais do que complexo Houaiss. É ambíguo. Isso porque me dói sua presença e dilacera sua ausência
Oh nós la de novo!!!
Viagem psycológica, e o ciume comendo…
novembro 5th, 2009 by admin | No Comments »



Pode-se até admitir que os pobres tenham virtudes, mas elas devem ser lamentadas. Muitas vezes ouvimos que os pobres são gratos à caridade. Alguns o são, sem dúvida, mas os melhores entre eles jamais o serão. São ingratos, descontentes, desobedientes e rebeldes – e têm razão. Consideram que a caridade é uma forma inadequada e ridícula de restituição parcial, uma esmola sentimental, geralmente acompanhada de uma tentativa impertinente, por parte do doador, de tiranizar a vida de quem a recebe. Por que deveriam sentir gratidão pelas migalhas que caem da mesa dos ricos? Eles deveriam estar sentados nela e agora começam a percebê-lo. Quando ao descontentamento, qualquer homem que não se sentisse descontente com o péssimo ambiente e o baixo nível de vida que lhe são reservados seria realmente muito estúpido.
A primeira vez que subi num palco de verdade foi em uma peça muito engraçada, Vestidos para enganar! Senadora Carlinda….. Fanha e gaga, diverti d+ com essa personagem…